Quando se fala em segurança digital, é comum pensar primeiro em invasões, ataques cibernéticos ou vazamentos. Entretanto, dentro de uma operação radiológica, existe uma pergunta anterior: quem consegue acessar cada informação?
Exames e informações relacionadas à saúde envolvem dados pessoais sensíveis segundo a LGPD. Portanto, proteger essas informações exige medidas técnicas e administrativas adequadas durante seu tratamento.
Nesse contexto, a segurança PACS também passa pela gestão dos usuários que utilizam a plataforma diariamente.
Todos precisam ter o mesmo acesso?
Radiologistas, profissionais administrativos, gestores e outros usuários podem desempenhar funções diferentes dentro de uma instituição. Consequentemente, suas necessidades de acesso também podem ser diferentes.
Um dos princípios relevantes da LGPD é o da necessidade, segundo o qual o tratamento deve se limitar ao mínimo necessário para determinada finalidade. Em sistemas de saúde, isso reforça a importância de trabalhar com contas, perfis e permissões adequados às atribuições de cada profissional.
Assim, controlar permissões não significa simplesmente bloquear usuários. Significa estruturar o acesso de acordo com aquilo que cada função realmente precisa utilizar.
Por que contas individuais são importantes?
Compartilhar uma única credencial entre diferentes profissionais pode dificultar a identificação de quem realizou determinada ação. Por outro lado, contas individuais permitem associar atividades a usuários específicos e criar políticas de acesso mais organizadas.
Essa lógica também favorece processos de auditoria e rastreabilidade. Se cada profissional possui sua própria identificação, torna-se mais fácil acompanhar ações realizadas dentro do ambiente e investigar situações que exijam análise.
Por isso, gestão de identidade e controle de acesso devem fazer parte da estratégia de segurança, e não ser tratados apenas como configurações administrativas.
O papel da rastreabilidade
Rastreabilidade significa possuir condições de reconstruir determinadas ações realizadas dentro de um sistema, conforme os recursos disponíveis na plataforma.
Em uma operação que trabalha com informações sensíveis, isso pode contribuir para auditorias, investigação de ocorrências e gestão de segurança.
O próprio conceito de incidente de segurança envolve situações que comprometem confidencialidade, integridade, disponibilidade ou autenticidade dos dados. Acesso não autorizado é um dos riscos que precisam ser prevenidos.
Segurança é uma combinação de camadas
Nenhum recurso isolado resolve toda a segurança de uma operação. Proteção de dados depende da combinação entre tecnologia, políticas internas, gestão de usuários, processos e comportamento das pessoas.
Por isso, ao avaliar um PACS, vale questionar como são gerenciados os usuários, quais possibilidades de permissões existem e quais mecanismos estão disponíveis para acompanhamento e proteção das informações.
A tecnologia precisa facilitar o acesso para quem realmente precisa dos dados sem transformar facilidade em falta de controle.
Proteja a informação sem complicar o workflow
Segurança e produtividade não precisam estar em lados opostos. Uma infraestrutura bem planejada busca permitir que profissionais autorizados tenham acesso às informações necessárias, enquanto mantém controles compatíveis com a sensibilidade dos dados tratados.
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