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Saúde-5G: estudos e projeções sobre o que vem pela frente

5G significa tecnologia sem fio de quinta geração. Vamos passar os próximos anos imersos nessas ‘duas letrinhas’, que na Saúde significam também “revoluções por minuto”. Confira alguns fatos, aplicações e projeções atuais sobre o poder da tecnologia 5G no ecossistema de Saúde:

· 5G mudará a maneira como os profissionais de saúde e os pacientes interagem com os dados coletados na jornada do paciente. Imagens diagnósticas renderizadas e animadas, podem ser fornecidas a dispositivos móveis usando o espectro de ondas milimétricas (“5G+”), sendo revisadas pelo médico em segundos sem exigir que retornem a um terminal com fio ou que impactem a rede. Os médicos podem mover-se dentro da área de cobertura 5G+ sem perder a qualidade dos dados ou os recursos visuais confiáveis.

·A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é um caso não tão óbvio de aplicação 5G na saúde. A TCC é uma abordagem psicoterapêutica ampla que se beneficia do uso de realidade aumentada (AR) e realidade virtual (RV). Isso é verdade para terapias de dessensibilização de pacientes com fobias, mas também para terapias de ‘distração’ baseadas no contexto de ‘end-of-life therapies’ (cuidados paliativos). Pense em caminhadas meditativas em belos cenários, ou sentado na praia apreciando o pôr do sol. Aplicações como essas visam facilitar os estágios finais de uma doença terminal, afastando a mente do corpo.

· “Não há evidências atuais de que os sinais de rede sem fio sejam prejudiciais à saúde humana, mesmo com a maior densidade de torres necessária para redes 5G. A pele humana fornece uma barreira protetora contra essas frequências mais altas. Embora o 5G possa se estender além das frequências típicas de ondas de rádio, até frequências infravermelha e ultravioleta, ele não chega nem perto dos limites superiores onde é gerada a radiação nociva.” (fonte: Dr. Christopher M. Collins, professor de radiologia da New York University, especialista em efeitos da alta frequência em seres humanos – abril 2020).

· “A adesão aos regimes de prescrição é um grande desafio na Saúde, especialmente para pacientes idosos ou com problemas mentais que esquecem de ingerir seus medicamentos. O 5G pode ajudar a resolver esse problema através da ‘aderência ativada por vídeo’, conectando o paciente, via telechamada, aos farmacêuticos e cuidadores qualificados, garantindo que a dosagem correta seja ingerida no momento certo. Um exemplo de uso está no programa PAMAN, um “Medihub” habilitado para vídeo, sendo atualmente testado em plataforma 5G no Reino Unido”. (fonte: STL Partners, 2020)

· “A adoção do 5G no mercado mundial deve ser significativamente mais rápida do que o 4G. Até 2025, as assinaturas 5G representarão cerca de 30% de todas as assinaturas da telefonia móvel (só a China deverá ter 1 bilhão de usuários 5G)”. (fonte: Dr. Vichaow Rakphongphairoj, VP True Corporation, speech na conferência “5G: The Game Changer” – julho 2020).

· “Embora o atendimento médico remoto seja possível com o 4G, o 5G pode conectar milhares de dispositivos sem diminuir a velocidade de conexão, tornando o monitoramento em tempo real mais ágil e com menor custo. Aparelhos embarcados no 5G, como dispositivos vestíveis, implantes médicos, rastreadores de idosos e até escovas de dentes conectadas, poderão buscar sintomas e detectar infecções virais, devolvendo essas informações ao médico em tempo real” (fonte: C/Net Magazine: “5G couldn’t have come to health care at a better time” – julho 2020).

· “Médicos poderão comparar os dados digitalizados de um paciente com centenas de milhares de outras imagens usando dispositivos móveis 5G. Em segundos receberão o ‘diagnóstico provável’ entregue ao ‘consultor’ que está ao lado do paciente” (fonte: Unden-Farboud, do Gartner Group).

· “Redes 5G fornecerão velocidades de dados mais rápidas para dispositivos de consumo e aplicações médicas. Filmes de 2 horas ou imagens médicas dinâmicas serão baixados em até 5 segundos, contra os 6 minutos em uma rede 4G. (fonte: Loop Ventures).

· O Emory Healthcare Innovation Hub (EHIH), em Atlanta (EUA), anunciou que agora é alimentado pelo serviço Verizon 5G Ultra Wideband, tornando-se o primeiro laboratório de inovação em Saúde-5G do país. O laboratório objetiva desenvolver e testar aplicações para 5G Ultra Wideband que podem revolucionar o setor de saúde. Um dos principais objetivos é o desenvolvimento de aplicações em realidade aumentada (AR) e realidade virtual (VR). Análise da Marketsand Markets projetou o setor de AR e VR em Saúde de 2017-2025: crescimento anual combinado de 30,7%. (fonte: HIT Consultant, “News” – julho 2020).

· “O Covid-19 está acelerando a demanda 5G em algumas indústrias, enquanto atrasa em outras. A demanda está se acelerando na Assistência Médica, como na automação através do IoMT, VR/AR e inteligência artificial (AI). Essas tecnologias podem facilitar o distanciamento físico ou a gestão do volume de pacientes nos hospitais. Com ajuda da videoconferência e muitos ‘checkpoints’ de IoT conectados à nuvem, a Telemedicina e o Telemonitoramento 5G permitirão muitas outras possibilidades de acesso aos cuidados médicos sem exposição presencial. (fonte: World Economic Forum, “5G Outlook Series: The Impact of Mobile on the Response COVID-19” – julho 2020).

A passagem fronteiriça do mundo 4G para 5G será quase invisível, furtiva e imensamente rápida. Cada nação vai estar de frente ou de costas para essa revolução, podendo ser protagonista ou um simples coadjuvante nesse imenso mundo novo que se avizinha. A Covid-19 vai acelerar sobremaneira a tecnologia 5G no setor sanitário, produzindo transformações que sequer podemos imaginar hoje.

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