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OSTEOMELITE CRÔNICA MULTIFOCAL RECORRENTE

O caso trata de um paciente masculino, jovem, com dorsalgia refratária apresentando acometimento axial multifocal caracterizados por sacroiliíte e inflamação somática vertebral em diferentes fases de atividade representadas por irregularidade e osteíte subcondral, bem como redução da altura. Houve evolução temporal dos achados com envolvimento de novos corpos vertebrais em controle após um ano. 

 A biópsia de T10 revelou processo inflamatório crônico inespecífico, afastando as hipóteses de histiocitose, processo infeccioso e neoplásico, que, em conjunto com as alterações por imagem supracitadas, bem como evolução, resposta clínica a bifosfonato e anti-inflamatório, favoreceram o diagnóstico de Osteomielite Crônica Multifocal Recorrente (CRMO).   A CRMO é uma desordem que acomete crianças e adultos jovens, caracterizada por osteomielite não infecciosa. A doença é rara e corresponde a cerca de 2 a 5% de todas as osteomielites. A associação com doenças inflamatórias como algumas vasculites, CROHN e psoríase leva a teoria de uma doença autoinflamatória, mas sua etiologia ainda não está totalmente esclarecida. Acredita-se que a CRMO pertence ao espectro da Síndrome SAPHO (sinovite, acne, pustulose, hiperostose e osteíte), pois compartilha de muitas das suas características. 

 Pacientes apresentam dores ósseas multifocais secundárias a uma inflamação óssea estéril, tendo a doença curso recorrente e remitente. Os achados de imagem típicos da CRMO incluem lesões líticas e escleróticas nas metáfises de ossos longos e terço médio das clavículas, corpos vertebrais, pelve, costelas e mandíbula. Frequentemente bilateral e multifocal na sua apresentação . 

 Pela histologia, inicialmente a CRMO apresenta alterações inflamatórias (infiltração granulocítica) e posteriormente, fibrose e hiperostose, com achados de imagem corroborando a temporalidade das lesões. Devido à falta de um teste diagnóstico, permanece como diagnóstico de exclusão.   Apesar de ser uma doença autolimitada, pode apresentar um curso prolongado e ter significativa morbidade. Radiologistas podem ser os primeiros a sugerirem esse diagnóstico devido a aparência radiográfica característica e distribuição da doença.

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